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Falar E Escrever Inglês E Português Nos EUA

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Moro nos Estados Unidos e converso com americanos diariamente, assisto a programação de TV em inglês, ouço rádio em inglês e depois de ficar algum tempinho por aqui há certas coisa que noto em relação aos idiomas que falo:

 Em relação ao português:

  • Você se pergunta por que diachos português tem tantos acentos.
  • Você aprende a criar acentos tipicamente portugueses no seu teclado internacional. Thank you, Renato 😉
  • Você começa a pensar sobre certas combinações de sons e palavras em português e passa a achá-las engraçadas ou bem estranhas. Quando você morava no Brasil isso nunca passou pela sua cabeça.
  • Você quer escrever conforto com M e acha estranho quando se lembra que conforto se escreve com N, oras!
  • Você enrola em um ou outro R quando vai falar em português.
  • Você usa o dicionário de português bem mais do que quando você morava no Brasil. Às vezes para procurar por palavras que você jamais pensava que iria pesquisar num dicionário na sua vida. Outro dia tive que procurar como dizer basil em português, basil é manjericão – como é que fui me “esquecer” dessa palavra? 😀
  • Você começa a ver conjugações de verbos em português, algo que você provavelmente nunca fez ou não faz desde o ginásio, para ter certeza de que você está conjugando tal verbo corretamente.
  • Você pensa que seria ótimo se a língua portuguesa somente usasse dois porquês que nem inglês, melhor ainda: só um para economizar.
  • Você percebe o quanto a língua portuguesa gosta de embelezar as coisas (português parece ser uma das línguas perfeitas para fazer rodeios) e que não seria uma má ideia repensar coisinhas extras do português que poderiam ser “trimmed off”.
  • Você tem aquela palavra em português que você quer usar na ponta da sua língua mas ela não sai. Minutos depois você provavelmente lembrará a bendita mas daí você não vai mais precisar dela.
  • Você começa a inventar palavras ou modificar palavras em português por uma letra ou duas. Errinhos mínimos 😛
  • Se você dava conta de quando usar s, ss, x, ç, sc, xç e etc. quando estava no Brasil, você começa a duvidar dessa sua habilidade. Se você não era muito bom nisso então, você  está praticamente criando outro idioma 😀
  • Você usa palavras ou expressões americanas no meio de uma conversa em português. A cara dos seus conhecidos brazucas quando você faz isso: Não tem preço 😉

 

Em relação ao inglês:

  • Você se pergunta por que diacho inglês não pode omitir pronomes pessoais nas frases. Seria tão mais fácil… Daí você se lembra que praticamente não há conjugações verbais em inglês e dá graças aos céus por isso. Pensando bem…
  • Por que algumas regras de uso de sinais de pontuação mudam.
  • Por que eles não podem soletrar coisas de um jeito mais fácil, se até eles tem dificuldade em soletrar as palavras de sua língua materna. Às vezes você soletrará melhor que eles e vai se espantar com essa sua habilidade, especialmente com palavras mais sofisticadas ou menos usadas.
  • Você fica chocado com regras americanas para escrever textos/ dissertações.  Às vezes aliviado.
  • Você percebe que a língua inglesa é diretíssima, curta e em alguns casos grossa.
  • Você passa a entender mais do humor americano (embora certas coisas sejam para sempre um mistério em relação a isso) e o quanto ele é dependente do que acontece em tempo real na cultura popular do país (no wonder que quando moramos no Brasil demore um pouco para entendermos algumas piadas deles).
  • Você aprende algumas coisinhas (em sua maioria obscenas) que jamais te ensinariam em escola de inglês alguma, tanto aqui quanto no Brasil.
  • Todo dia você aprende algo novo e você também dá boas risadas com coisas estranhas que você acha em inglês de vez em quando.

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11 comentários sobre “Falar E Escrever Inglês E Português Nos EUA

  1. quando cheguei aqui,estava no Wal Mart conversando com uma brasileira,um homem nos abortou e perguntou:voces sao brasileiras?sim,respondemos,ele disse:sou brasileiro,mas vivo aqui 25 anos,vim para ca muito pequeno,e conversamos sobre muitas coisas,nos despedmos,a amiga que estava comigo disse:frescura,falar com este sotaque,mas nao e nao gente,realmente ele quase nao conseguia falar o portugues,meu filho mais novo hoje com 18 anos,estamos aqui ha 5,tem maior dificuldade em lembrar palavras em portugues,as vezes as palavras saem meia engracadas,e dou risadas dele,porque vejo que tudo que a Lu escreveu e verdade,sempre fui excelente no portugues,hoje me pego escrevendo palavras que ao inves de colocar m coloco n e vice versa,sonhamos em ingles,quando vou orar em algumas ocasioes comeco a oracao em portugues e me vejo orando no final em ingles,e interessante,mas e verdade

  2. Olá, estou a um pouco mais de dois meses vivendo aqui e quando minha namorada ( que é americana) começa a contar algumas piadas eu fico com cara de paisagem, o humor aqui é completamente diferente. O humor aqui é meio inocente, sei lá… Por isso os Brasileiros que vivem aqui são muito queridos, porquem vivem rindo e fazendo os outros rirem. Estou adorando essa experiência de vida e recomendo a todos que tiverem oportunidade!

    P.S: Eu amo esse blog, ele meu ajudou e ainda ajuda muito a minha vida aqui nos USA.

  3. Concordo plenamente com tudo que você disse!
    Ás vezes me esqueço completamente algumas palavras em português…
    Outro dia fui traduzir um texto, e tinha partes que eu não conseguia relacionar uma palavra em português mesmo sabendo o significado em inglês!
    Sem contar que qdo vou falar meu número de telefone para algum brasileiro, sempre fico na dúvida se falei certo ou não (para garantir, sempre peço o número primeiro e dou um toque)…
    As vezes as pessoas pensa que isso é frescura nossa mas não é…

    Eu ainda fico com cara de paisagem quando contam alguma piada kkk, sempre tem q explicar, dai perde a graça, kkk

    Ótimo post, parabéns!

  4. Olá Carolina,

    Obrigada! O pior é que essas situações acontecem mesmo e não é frescura 😀 No meu caso para eu falar o número em português para um brasileiro rápido (se ele está do outro lado da linha – não pessoalmente) eu tenho que escrever o número num papel primeiro – meu próprio número às vezes! – senão fica muito mais fácil falar ele em inglês ou ele simplesmente sai em inglês. Quanto às piadas entendo bem mais hoje, mas ainda assim tem umas que vou te contar, não tem graça alguma! 😀 Isso acontece com meu marido, ele conta uma piada e sequer percebo que é uma piada e vice-versa. Nosso humor é muito diferente. Isso sem falar no humor extremamente “politicamente correto” de muitos americanos – se a gente nem pode chamar pessoas de gordas aqui quanto mais fazer piadas desse tipo em certas ocasiões e lugares. Exemplo disso são os comediantes daqui, se eles fazem uma piada desse tipo há trocentas organizações que defendem tal tipo de pessoa ou causa que que metem a boca e em alguns casos até ameaçam o comediante.

  5. Olá Thiago,

    Fico contente em saber que o blog é de ajuda! 😉 É verdade, acontece comigo e meu marido todo tempo.Ele conta uma piada, sequer percebo que é piada, eu conto uma piada, ele diz que não sabia que era uma piada. Tenho que explicar, ele diz não achar graça e etc. Claro que há exceções mas os melhores contadores de piadas daqui ainda são os profissionais da área mesmo hehehe

  6. Algumas palavras em inglês antes de “P” e “B”, escreve-se com “M” e outras com “N”. Ex.: Employment, Emblem. Outras com “N”, Unblock.
    Uma frase: é a bola azul do Joe. (Its Joe’s blue ball), são particularidades de cada língua.
    Grande: (Great. large, big, wide, high, grand, vast, much, considerable, susbstantial, spaciuous, goodly).
    Línguas falada no mundo: Mandarim, 1.300.000.
    Inglês, 1.150.000. (algumas como 2ª língua)
    Espanhol, 511.000.
    Português, 325.000.
    Hindi, 322.000.
    Estas foram algumas palavras que me vieram a cabeça. Como os ingleses acham estranho algumas regras do português, nós também achamos da língua inglesa.

    Desculpe por alguns erros.

  7. Fala galera, tudo bem? Nem é o assunto do post, mas aproveitarei porque é o mais atual do site.

    É o seguinte, já estive 3 vezes nos EUA a passeio e adorei. Muito mais do que quando fui para Europa, Japão, Austrália e Canada… E por isso quero me mudar para aí.

    A questão é o seguinte, eu tenho certo sucesso profissional aqui no Brasil que permitiu acumular um considerável patrimônio (em reais, maldito dólar que não para de subir), mas estou cada vez mais cansado da vida aqui. A falta de educação, a mentalidade que criminaliza o sucesso, o “jeitinho” entre outras coisas. Mas sempre consegui conviver com isso. MAs os níveis de criminalidade estão impossíveis, e a gota d’água aconteceu ontem quando minha casa foi assaltada e fiquei refém por mais de 4 horas dos assaltantes, com eles inclusive ameaçando fazer coisas terríveis, só para depos receber descaso da polícia. Não quero mais ficar aqui, abro mão da minha carreira, do escritório que montei com meu sócio, de tudo e topo recomeçar tudo em outro lugar, assim como minha mulher.

    Mas eu não quero imigrar ilegalmente. Alguém sabe quais são as etapas para conseguir um visto mais permanente e, futuramente, um green card e/ou naturalização. Falei com amigos e eles me disseram sobre visto de investidor, mas não sei se tenho grana suficiente para isso. Outros para tentar de estudante e fazer um curso (sou consultor e advogado tributarista), já que meu curso de direito seria inútil aí.

    Então, alguém poderia me ajudar?

  8. Olá Rodrigo,

    Sinto muito que isso tenha acontecido contigo e com sua família e que infelizmente isso continua ocorrendo pelo Brasil afora. Acho que a melhor opção é de estudante mesmo e depois tentar conseguir um visto de trabalho (esse é o que dá a oportunidade de se conseguir o GC). O de investidor é para quem já tem firma no Brasil e quer “transferí-la”para cá. Visite o site do consulado americano no Brasil e o site do USCIS para se informar dos pormenores do processo. Sucesso!

  9. Rodrigo já fui assaltada e tive um revolver apontado para minha cabeça. Também fui imigrante em Portugal, onde fui muitíssimo bem tratada, mas nem por isso sairia do Brasil. Estou construindo uma aldeia infantil auto sustentada para crianças que foram queimadas, estupradas ou seviciadas tenham uma oportunidade de serem felizes, estudarem e se tornarem bons cidadãos. O futuro de nosso país depende de nós…

  10. Ola,
    Eu acho que a questao de nao se lembrar da lingua portuguesa ou de ter sotaque depende muito da convivencia. Se vc tiver contato com familiares e amigos aqui ou no Brasil e nunca deixar de falar o portugues com os mesmos, nao se esquece! Estamos aqui ha 20 anos e nossa familia que mora aqui e amigos brasileiros que temos aqui no nosso meio de convivio desde que chegamos, nenhum tem sotaque! Ate aqueles que tiveram filhos que falam as duas linguas fluentemente e hoje estao crescidos tbm nao! Acho que é o convivio mesmo, pois se nao houver convivio realmente fica dificil!

  11. Olá Raquel,

    Ninguém esquece o que aprendeu. Eu e minha família falamos tanto português quanto inglês e alguns espanhol fluentemente e mantemos contato com conhecidos e amigos no Brasil e alguns aqui nos EUA também. O “esquecer” é momentâneo e não permanente, a enrolação do R por exemplo, costuma acontecer quando a pessoa muda do inglês para o português numa mesma frase, é algo momentâneo também. E ninguém perde o sotaque brasileiro por completo, por mais que o camufle. A não ser que a pessoa tenha aprendido inglês antes dos 10 anos de idade. E alguns sotaques brasileiros são muito difíceis (senão impossíveis) de se livrar.

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