Para imigrantes

Como São Os Primeiros Meses Nos Estados Unidos?

como sao os primeiros meses nos EUA
by lucasbrigido via flickr

Dizem que os primeiros meses nos EUA, mais especificamente os 3 primeiros, são aqueles nos quais você mais tera vontade de pegar um avião e voltar para o Brasil.

E muitos já o fizeram, o problema é que eles certamente se arrependeram. Muitos dos quais não conseguiram mais voltar para cá depois de ter feito isso.

Um misto de emoções:

Bem, esse período inicial aqui é realmente um misto de emoções: Indagação constante, pois nada que se vê é como no Brasil, e desapontamento com certas coisas e situações, isso geralmente acontece quando o que você pensava ser melhor aqui não é tão maravilhoso quanto sua expectativa.

É normal no começo tomar uma dessas duas atitudes:

  • Ou você não vai dar a mínima para o que acontece ao seu redor;
  • Ou você achara que tudo aqui é o pior, errado,

Costumes e dieta:

Você tambem ficará espantado com alguns dos comportamentos americanos e também com as esquisitices da dieta americana.

Porém não se preocupe, a parte da comida não é tão dificil assim de se acostumar e como eu ja escrevi em outros posts o díficil mesmo é não engordar depois que se chega aqui, conheóo váios brasileiros que reclamam justamente disso.

Saudades da família, da comida, do país, etc:

A melhor arma contra a saudade é sempre entrar em contato com sua família no Brasil, para checar que esta tudo bem. Mas não esquecendo-se de que você vive aqui agora e deve se informar direitinho sobre imigração, pois sair daqui na louca e depois não consegue entrar de novo no país é algo que acontece regularmente devido à saudade.

Um outro jeito de dar um jeito na falta que se sente do Brasil (caso você esteja com um estado de homesickness aguda ) e participando de festivais e de comunidades brasileiras. Claro que isso fica mais fácil caso você more perto de cidades com altas concentrações de brasileiros.

Outra maneira que ajuda um pouco é comer comida brasileira, essa pode ser encontrada ate em supermercados de cidades pequenas.

Mas falando sério, você não veio para cá com a idéia comer feijao com arroz  todo dia né? O interessante de se morar aqui é experimentar novas comidas, não somente americanas como tambem de todas outras partes do mundo.

 

Aprendendo tudo de novo:

Tais quais, como tirar todas as documentações você precisa, quaisquer entrevistas com a imigração ainda pendentes, como abrir conta em banco, arrumar emprego e outras coisinhas mais.

Informacao nunca é demais. Por isso mantenha as antenas ligadas e não deixe a saudade interferir com sua participação na sociedade americana. Alias no site do consulado brasileiro há um guia feito para brasileiros recém-chegados.

 

Lidando com preconceito:

 

Muitas vezes não será fácil lidar com preconceito especialmente quando você for excluido por certas pessoas que se acham superiores por causa do seu passaporte (mas isso é raro). Isso inclui o preconceito por parte de próprios brasileiros que aqui vivem e que sejá lá por que motivo, menosprezam seus compatriotas.

Inveja, ainda é algo que brasileiros têm que enfrentar aqui, às vezes vindo de outros brasileiros. E há muitos deles querendo puxar o tapete dos demais e fazendo outros esquemas. Confie desconfiando, essa é (infelizmente) a regra número um para brasileiros nos Estados Unidos.

Geralmente o maior preconceito  vem da parte deles e de estrangeiros, nem tanto dos americanos. Pode acreditar. Muito americano não está nem aí se você veio da Inglaterra ou Brasil, desde que você siga as regras e pague seus impostos.

O que fara diferença para seu caso é a sua flexibilidade em geral. Por isso sempre digo, venha para cá sabendo inglês para não depender de outros e não cair em ciladas.

E como dizia o poeta:

 

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

 

Conte para nós a sua experiência durante seus primeiros meses nos EUA nos comentários abaixo.

 

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11 comentários sobre “Como São Os Primeiros Meses Nos Estados Unidos?

  1. Uma coisa que realmente não entra na minha cabeça é Brasileiro puxando tapete de Brasileiro.
    Já tinha ouvido dizer a mesma coisa: preconceito maior é de Brazuca para Brazuca e não de Americano para Brazuca. Será que temos mesmo a alma assim tão pequena? É coisa de Brasilerio mesmo? Por que vc acha que as coisas são assim, Lu?

  2. Brasileiros nao sao unidos como os outros grupos de imigrantes por aqui. E aquela velha historia de “cada um por si e Deus para todos”. Os brasileiros so se reunem quando o assunto e festa, porem eles nao se mobilizam para lutar pelos direitos de sua comunidade nos EUA. A comunidade brasileira deveria se mobilizar assim como a comunidade hispanica, por exemplo. Os hispanos participam ativamente de organizacoes, criadas por eles, que tem o intuito de ajudar e dar apoio aos demais hispanos nos EUA. Eles sao tao unidos que ate conseguem falar a propria lingua deles por aqui sem problemas e isso e de certa forma impor a cultura deles num pais conhecido por sua resistencia a tudo que e diferente, ou seja, uma grande realizacao devido a uniao deles. E isso nao acontece somente nos EUA, grupos de brasileiros em outros paises estrangeiros agem da mesma maneira.

  3. Pois é, Janaína…é triste, mas não é nenhuma novidade! Aqui a gente vê isso em cada esquina… é como a Lu falou, “cada um por si…” Que pena! Penso que essa é uma das causas do Brasil estar como está…políticos, policiais e etc, corruptos, pessoas levando vantagem uma em cima das outras, falta de educação (com pessoas jogando lixo nas ruas), tem também os espertinhos no trânsito, burlando leis, desrespeitando o próximo, pagando propinas… eu estou cansada disso e essa é uma das grandes razões pelas quais eu vou embora daqui!!!

  4. Janaina,

    A desunião dos brasileiros é algo cultural, penso eu, já que ao observar as outras comunidades de estrangeiros por aqui percebo que eles são bem mais unidos. ë aquele negócio de vir pra cá e achar que as coisas aqui funcionam que nem no Braisil incluindo o “cada um pra si…”. Mas não é bem assim que as coisas funcionam aqui.

    Em relação ao preconceito, jamais fui discriminada e conheço muitos outros brasileiros que jamais passaram por discriminação. Se você segue as regras da comunidade americana eles te recebem bem, o que eles não gostam é daquilo de brasileiro vir para cá e achar que ainda está no Brasil e que pode dar jeitinho em tudo.

  5. Post maravilhoso, me senti como se estivesse frente a frente conversando com vc…. Dicas que com certeza vou guardar no meu coração para os próximos meses.

  6. Ola Lu (já me sentindo íntima…).
    Li seu blog inteiro em 1 dia!! Estou ávida por informações sobre a vida nos USA uma vez que vou me mudar com marido e filha para Miami até o fim do ano em função de transferencia dele de trabalho. Estamos felizes e ansiosos e seu blog virou “livro de cabeceira” Parabens e obrigada!!

  7. Olá Marisa,

    😀 Fico contente em saber que você acompanha o blog. Que seus sonhos e os de sua família e realizem por aqui. Muito sucesso para vocês!

  8. Bom,nao tenho vergonha de falar o portugues clarissimo aqui,quando cheguei foi duro,nao pelo lugar,ou pessoas,nada disso,nem sentia que queria voltar correndo,muito pelo contrario,desde o comeco,amei e amo viver aqui e peco a Deus que possa ficar o resto da minha vida,por tudo,e mais especialmente pelos meus filhos,que maravilha,estudar,ser pago pra estar na universidade,receber honras da universidade por ser excelente aluno,meu filho mais novo optou pelo exercito,ama,trabalha em dois lugares,estuda,e treina,proximos meses vai ficar fora por 4 anos,meu filho mais velho esta fazendo medicina,recebe ajuda para materiais,pra combustivel,tudo,uma bencao,agora o quequero falar francamente e sobre o comeco,foi dificil,porque?porque nao tinha carteira de motorista,quando cheguei ja tinha um carro que meu marido preparou,mas nao tinha a licenca pra dirigir,nao conhecia nada,ninguem,nao falava ingles direito,e foi dificil porquemeu marido,como todo bom americano,apesar de estarmos juntos mais de um ano,quando cheguei elese mostrou a pessoa mais desconfiada do mundo,nao tinha meu proprio dinheiro,nao tinha amigos,nao saia,ele ia viajar e sempre comprava meu lugar pra ir com ele,mas eu nao achava justo meus filhos ficarem sozinhos,apesar de grandes,era dificil pra eles tb.,procurei a comunidade brasileira,como queria amigos,queria um trabalho,e sabia que nao poderia contar com nada bom,porque nao sabia ingles direito,pedi pras meninas brasileiras que se soubessem,me arrumassem ate casas pra limpar,aquela coisa de nao ter meu proprio dinheiro foi me matando,achei muitas,mas percebi o seguinte,ninguem tava a fim de ouvir seus problemas,uma querendo ser melhor que a outra,desprezo,festas,todo fim de semana,mas so lembravam de mim quando queriam casa bem limpa,porque isso eu faco bem,umas garotas que gracas a Deus teve sua sorte mudada,mas no Brasil viviam ate em favela na bahia,falando mal pelas costas,querendo ser melhor que os outros,humildade zero,meu marido e doutor,e nem por isso eu saia falando o que eu tenho ou deixava de ter,so queria ser independente,mas isso foi mal,porque comecaram a me tratar com uma simples ajudante pra elas,nao como amiga,algumas voce ligava pra chamar pra sair,nao atendia o telefone,dizia se muito ocupada,mas na hora da faxina,sabiam agradar,meus filhos me disseram uma vez,as pessoas fazem com voce o que voce permite,pois e,foi sofrido,conheco hoje uma brasileira que vive aqui 50 anos,quase nem sabe falar portugues mais,odeia brasileiras,com excecao a mim,somos amigas,saimos juntas,fazemos muitas coisas,aquela tal comunidade,exclui da minha vida,queria amigos,nao pessoas futeis que nao tinha nada pra acrescentar,bom,hoje estou aqui 5 anos,minha vida mudou muito,fui pra universidade,aprendi ingles,alias ainda estou aprendendo,mas sei me virar,fazer minhas coisas,cuidar da casa,das compras,da minha vida,saio sozinha,vou ao Mall,vou a escola,ajudo meus filhos,minha sogra,e como disse no comeco repito,amo viver aqui,somos respeitados,meus filhos tem otimos estudos,gracas a Deus um grande futuro,temos uma seguranca enorme aqui onde vivo,ando de bicicleta e aqui nao saem matando gente nao,aqui param pra voce atravessar,a policia e muito eficiente,ando do jeito que me sinto bem,e nao tem pessoas na rua rindo do seu jeito nao,aqui e realmente o Pais da liberdade

  9. Realmente, este blog é fascinante. Virou favorito rapidamente.

    Lu, acredito que o segredo para a rápida adaptação perpassa pela flexibilidade e pelo fato de não “se juntar” muito com brasileiro no início. Acredito que a mistura com outras culturas é essencial para o desenvolvimento da língua e, por vezes, até da língua.

    Fico triste pela desunião brasileira (faz parte da cultura).

    Preciosas dicas.

  10. Tenho muita vontade, de morar nos EUA, mas me preocupo muito com a adaptação de meus filhos. Admiro a coragem de todas vocês. Simone.

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